segunda-feira, 29 de agosto de 2016

#4 – LAR, DOCE LAR

Hello, Bonjour!

Nos primeiros dias em que chegamos a prioridade foi encontrar uma casa/apartamento pra alugar. Já tínhamos visto alguma coisa do Brasil, mas aqui o mercado imobiliário é muito dinâmico, e casas aparecem e são alugadas em questão de horas!
O melhor site, na nossa opinião, pra encontrar casa para alugar é o Walkscore. Ele reúne todos os anúncios de outros sites e ainda dá um panorama da vizinhança com relação aos acessos e serviços próximos e uma nota para transporte por carro, transporte público, bike ou a pé. Como não teremos carro tão cedo, esse dado é fundamental pra escolha de onde morar.

Demos uma olhada no Walkscore, sites e anúncios diversos e mandando email não resolvia, não recebíamos resposta. Assim que o Junior pegou o número canadense começou a ligar, mandar mensagem e aí sim a coisa fluiu. Como as ligações e mensagens são ilimitadas na maioria dos planos, o celular funciona quase que como Whatsapp no Brasil: pra qualquer coisa você manda mensagem ou liga! Liga, tira dúvidas sobre a casa, agenda uma visita e liga antes confirmando de novo... eu que odeio Whatsapp achei isso bem estranho, mas já estou me acostumando.

Outra coisa que fizemos foi andar aleatoriamente pelo bairro que tínhamos interesse e sair fotografando toda e qualquer placa de RENT que aparecesse... rsrs... Reparem que engraçado, algumas placas tem a foto do corretor... e nos cartões que eles entregam também! Comédia!


Fomos em algumas visitas e a casa sempre tinha algum defeito: ou era muita velha, ou não tinha espaço para armários, cozinha com telhado que até eu batia a cabeça no teto... Quando já estávamos desanimando, marcamos a visita num apartamento com uma corretora que nos mostrou um outro e ela própria falou: o apartamento que eu tenho pra mostrar pra vocês segunda é muito mais pra vocês, espaçoso e familiar. Será? Ficamos muito ansiosos. A localização era boa, a frente parecia legal (claro que olhamos o GoogleView e até passamos na frente antes da visita). No dia da visita já combinamos que se fosse bom, já era pra falar em português (já que a corretora não entenderia) e pedir pra alugar! Rs.
Chegamos no apartamento:
  • Pet friendly - check
  • Preço dentro do estabelecido – check
  • Entrada legal – check
  • Garagem coberta disponível – check
  • Lavanderia do prédio na porta do apartamento – check
  • Espaçoso – check
  • Banheiro bom – check
  • Armários e Closets – Oh, My God! É um closet pra entrar dentro! Com luz e tudo, quase outro quarto... Jr, eu quero, eu quero, agoooooora! Rsrsrs

Sério, saiu um UAU dos dois... e UAU não precisa de tradução. Não é um closet de novela/filme, mas é bem grande. Já fomos pro escritório da imobiliária e alugamos!

 Infelizmente, como nem tudo são flores, tivemos que pagar adiantado uns meses de aluguel, porque “não temos histórico de crédito”, mas tudo bem, íamos ter que pagar de qualquer jeito. E o apartamento só estará liberado pra mudança dia 09/09, porque o atual inquilino se muda fim do mês e a imobiliária vai pintar e limpar tudo. Enquanto isso, teremos que aguentar a ansiedade e só sonhar com a casa nova.


Mas até que foi fácil e rápido. A expectativa é muito boa e agora estou na melhor parte, pesquisar as compras da casa! Pra quem nunca teve chá de cozinha, é uma delícia! Dollarama nos aguarde!!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

#3 – E OS GATOS, COMO ESTÃO???

Hello, Bonjour!

Quem pensa que gato se apega a casa e não ao dono vai ter a prova de que isso é a maior lenda felina que já existiu. Quando falamos que iríamos trazer nossos gatos vimos muitas caras de espanto e muitos comentários pessimistas, mas não cogitamos a ideia de nos mudar e deixar nossos filhos peludos pra trás. A única possibilidade era de não mudar, e não de não trazê-los.

Desde que pesquisamos sobre vir pra cá, já buscamos experiências de outras pessoas e as normas para o transporte internacional de animais e apesar de trabalhoso, é possível e mais tranquilo do que pode parecer.

No Brasil nossos gatos já eram gatos “indoor”, ficavam em casa (com consentimento e indicação veterinária), no máximo passeando pelo quintal sob supervisão. Com isso, sempre foram muito saudáveis, carinhosos conosco, mas muito assustados com estranhos. A vida deles eram os donos, um ao outro, muros, céu e pássaros e alguns vultos passando pela fresta do portão.

Para a viagem tivemos que levá-los ao veterinário para emissão de um atestado de saúde e agendar com o Ministério da Agricultura no aeroporto, levando esse atestado e a carteira de vacinação de cada um, para emissão do Certificado Zoosanitário Internacional uns dias antes da viagem. Chatinho, longe pra quem mora no interior, burocrático.

Durante a viagem já contei que eles foram excepcionais! Mas e chegando aqui?
Estamos na casa de amigos, e a minha amiga que nos recebeu já tinha deixado comprado uma caixa de areia e comida pra eles. Chegamos e já liberamos eles no quarto pra se esticarem e fazerem suas necessidades. A Faísca foi imediatamente pra caixa de areia. O Mingau é mais medroso e demorou um pouco mais, mas logo saiu da casinha também.

A casa aqui é pet friendly e (acredito que é um padrão canadense) as janelas têm telas de mosquito, então fica tudo fechadinho. Não há muros e a vista das grandes janelas é linda. E sim, os gatos amaram! Assim que abrimos a casa pra eles, já subiram na janela encantados com um mundo novo, com árvores e até esquilos correndo pelos jardins! Vida!


Não sei se foi o tempo presos ou a nova “liberdade”, mas eles estão os gatos mais fofos que já vi. Carinhosos, felizes e muito à vontade. Não estranharam a casa e os nossos amigos, e até pras visitas eles estão receptivos.


Como eles estão exclusivamente dentro de casa, sentimos a necessidade de tentar “passear” com eles, pra que pudessem andar na gramamas sempre sob controle. Compramos na Dollarama (uma loja tipo 1,99 daqui) um peitoral e guia para gatos, por mais ou menos 3 dólares.  A Faísca adorou e saiu pelo deck do quintal do fundo como se fosse um cachorro. O Mingau se sentiu preso com o peitoral e ficou muito assustado, então não conseguimos passear com ele ainda, mas vamos tentando aos poucos e se der certo mostro aqui depois pra vocês.



Além disso, aqui os animais devem ser registrados e é muito simples de se fazer isso. No site da prefeitura é possível preencher todos os dados (e atualizar quando necessário) e até agendar para colocação de chip de identificação. Eles já estão registrados, e em breve, colocaremos os chips para que se eles fugirem e se perderem seja mais fácil a nossa localização e devolução.
Bom, acho que assim como nós, eles serão muito felizes aqui e estão se adaptando mais rápido que todos. Continuarei postando as artimanhas desses bichanos gordos! Meow!


Nota atualizada: Hoje tomamos um susto! O Junior foi pro passeio com a Faísca na frente da casa e a vizinha se interessou e veio conversar, perguntar sobre ela. E não é que a bichinha assustou, escapou da coleira e por pouco não fugiu!? O Junior conseguiu segurá-la e colocar pra dentro, mas foi um “trupé”. E a vizinha: Sorry! Sorry! Rsrs. Vamos dar um tempo nos passeios, ir com mais calma (calma pros gatos e pra gente também).

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

#2 – PRIMEIROS PASSOS...

Hello, Bonjour!

Pessoas pediram fotos, mas de verdade não tiramos muitas fotos nesses dias. Modo Negócios Ativado! Chegamos tão focados em resolver as coisas e como já conhecemos a parte turística da cidade não fizemos passeios. Quando tivermos casa, comida e trabalho podemos mostrar mais dessa cidade que é linda!
Nos primeiros dias aqui concentramos nossos esforços em tentar abrir uma conta no banco, concluir a matrícula do Junior na Universidade, resolver tudo a respeito de documentação, inclusive comprar um chip pro celular, e procurar nosso novo lar (que vou deixar pra um post exclusivo)! Ufa, cansativo!
Aqui tudo é muito burocrático, principalmente pra recém-chegados, sem histórico de crédito, sem emprego, sem referências. Quem reclama do Brasil, se prepare se vier pro Canadá! Chegamos aqui literalmente zerados!

A conta no banco nos deu uma canseira, várias idas e vindas, várias tentativas de agendamento (aqui não adianta ir ao banco sem marcar hora), online e por telefone, várias pesquisas de qual banco nos daria melhor custo benefício e enfim decidimos abrir conta no SCOTIA BANK. O atendimento foi feito pela gerente com quem agendamos, numa sala particular (isso eu achei muito “phino”), e ela nos explicou tudo detalhadamente e já abriu as contas na hora. Fizemos as senhas no caixa (que não tem senha, nem filas) e depositamos o dinheiro que trouxemos em espécie.  O processo todo demorou cerca de 1h30, mas já saímos com cartão de débito e 5 dias depois o cartão de crédito chegou pelo correio.


O chip do celular também foi uma saga. Pré-pago saia mais caro que o de conta, o de conta já teria ligações ilimitadas pra todo o Canadá (o que seria muito útil nesse início, em que precisamos ligar pra agendar várias coisas) e dados para internet 4G, e mais, tudo isso sem contrato, podemos cancelar a qualquer momento. A companhia que seria mais barata não funciona nos nossos aparelhos e pra trocar aparelho sem ter histórico de crédito, só pagando o aparelho adiantado pra receber o valor de volta daqui 6 meses. Decidimos pegar um plano intermediário, e só um número por enquanto, pra tentar algo melhor depois de ter cartão de crédito (essa semana vamos tentar fazer o plano barato com celular novo “de grátis” ou ver um plano combo de celulares + internet para casa).


A parte mais tranquila foi a matrícula da Universidade. O Junior entregou os documentos que faltavam e já registrou as disciplinas e deu entrada no seguro saúde. Também já encontrou com o orientador dele, que é o orientador mais legal que eu já vi. Muito atencioso, educado e organizado.


Numa das idas à Universidade o Junior topou com uma quadra cheia de alunos se exercitando, jogando um tipo de Queimada e filmou um pouquinho:




E foi assim. Primeiros dias difíceis, corridos e cansativos. Mas aos poucos as coisas vão se ajeitando e criamos uma rotina da nossa nova vida. Só de poder andar jogando Pokémon Go (e ver o Google Maps) com o celular na mão de boa, sem medo de ser assaltado, todo o sacrifício é recompensado! Rs


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

#1 - COMO CHEGAMOS AQUI...

Hello Bonjour! Chegamos a 10 dias no Canadá e como muitos amigos (e até uns desconhecidos) estão curiosos por saber das novidades, achei que seria interessante contar nossas aventuras! Como não estamos com muito tempo e disponibilidade para filmar, editar, por ora contaremos via escrita, mas quem sabe role uns vídeos mais pra frente!

Vou começar contando sobre a viagem: pré, durante e pós!

No dia 07/08 (domingo) era nosso último dia em casa. A casa já estava praticamente vazia, nossos pais já haviam levado os móveis e vendemos o restante. Só restávamos nós dois, nossos gatos (Faísca e Mingau), uns colchões e as malas. Estava tudo organizado, inclusive os planos de como ir com 4 malas, 2 mochilas, 2 gatos e 4 pais pra despedida em SP (550km da cidade do interior que morávamos – Araçatuba/SP). Preferimos ficar na nossa casa mesmo que quase vazia pra que os gatos sofressem o mínimo possível, pois as horas seguintes seriam difíceis. Em casa eles se sentiriam mais confortáveis e não sairiam tanto da rotina, comendo e usando o banheiro como de costume horas antes da viagem. E foi exatamente assim que aconteceu: eles ficaram tranquilos, pela manhã comeram e fizeram suas necessidades sem saber do que viria a seguir.

 

No dia 08/08 (segunda, grande dia), acordamos lá pelas 5h da madrugada, colocamos os gatos nas bolsas de transporte, as coisas no carro e partimos. 6h30 saímos de Birigui (cidade vizinha onde moram meus pais). Passamos por Botucatu encontrar os pais do Junior, que também iriam pra SP e deu tudo super certo. Os gatos não reclamaram muito, não pegamos trânsito, tempo bom, tudo melhor que o planejado.
Chegamos ao aeroporto com muita antecedência (por volta das 14h, nosso voo era só às 20h), almoçamos, jogamos conversa fora e às 17h fizemos o check-in. Mais uma vez deu tudo certo com os gatos, e enfim despachamos as malas. Nos despedimos dos pais, com lágrimas de alegria, saudade e esperança. Claro que a distância será difícil de superar, mas as expectativas de uma vida melhor por aqui fez com que todos se sentissem muito mais preparados pra enfrentar tudo isso.  


Na sala de embarque pudemos descansar um pouco até a hora do voo e embarcamos. Os gatos foram com a gente, embaixo do assento da frente, o que nos deixou mais tranquilos, pois qualquer problema que ocorresse podíamos monitorá-los e tentar acalmá-los. Mas eles foram muito comportados e só reclamaram um pouco na decolagem, acredito que pela diferença de pressão, se assustaram um pouco, mas passaram a viagem toda dormindo. Ficaram “chatiados”, mas sem “mimimi”.


Fizemos escala em Toronto, e lá passamos pela imigração. Já imaginávamos que perderíamos o voo da conexão, e assim aconteceu. Na imigração passamos por vários setores: um pra verificar passaporte, outro pra emitir a permissão de estudante e trabalho, outro pra entrar com animais, etc etc etc. Além disso, tivemos que retirar as bagagens e despachar novamente, e isso tomou mais tempo que a imigração. Quando chegamos para o outro check-in nosso voo já estava fechado, mas nos mandaram no voo seguinte, uns 40 minutos de espera apenas (“I Love you, Air Canada”).

Chegamos em Ottawa no dia 09/08 (terça) umas 10h do horário local (uma hora a menos que no Brasil). Nosso amigo foi nos buscar e entre cansados e famintos, todos chegamos vivos! Rs

 
  

Por hoje é isso... vou ficando por aqui e em breve voltamos com mais Oittawa!