Hello, Bonjour!
Quem pensa que gato se apega a casa e não ao dono vai ter a
prova de que isso é a maior lenda felina que já existiu. Quando falamos que
iríamos trazer nossos gatos vimos muitas caras de espanto e muitos comentários
pessimistas, mas não cogitamos a ideia de nos mudar e deixar nossos filhos
peludos pra trás. A única possibilidade era de não mudar, e não de não
trazê-los.
Desde que pesquisamos sobre vir pra cá, já buscamos
experiências de outras pessoas e as normas para o transporte internacional de
animais e apesar de trabalhoso, é possível e mais tranquilo do que pode
parecer.
No Brasil nossos gatos já eram gatos “indoor”, ficavam em
casa (com consentimento e indicação veterinária), no máximo passeando pelo
quintal sob supervisão. Com isso, sempre foram muito saudáveis, carinhosos
conosco, mas muito assustados com estranhos. A vida deles eram os donos, um ao
outro, muros, céu e pássaros e alguns vultos passando pela fresta do portão.
Para a viagem tivemos que levá-los ao veterinário para
emissão de um atestado de saúde e agendar com o Ministério da Agricultura no
aeroporto, levando esse atestado e a carteira de vacinação de cada um, para
emissão do Certificado Zoosanitário Internacional uns dias antes da viagem.
Chatinho, longe pra quem mora no interior, burocrático.
Durante a viagem já contei que eles foram excepcionais! Mas
e chegando aqui?
Estamos na casa de amigos, e a minha amiga que nos recebeu já
tinha deixado comprado uma caixa de areia e comida pra eles. Chegamos e já
liberamos eles no quarto pra se esticarem e fazerem suas necessidades. A Faísca
foi imediatamente pra caixa de areia. O Mingau é mais medroso e demorou um
pouco mais, mas logo saiu da casinha também.
A casa aqui é pet friendly e (acredito que é um padrão
canadense) as janelas têm telas de mosquito, então fica tudo fechadinho. Não há
muros e a vista das grandes janelas é linda. E sim, os gatos amaram! Assim que
abrimos a casa pra eles, já subiram na janela encantados com um mundo novo, com
árvores e até esquilos correndo pelos jardins! Vida!
Não sei se foi o tempo presos ou a nova “liberdade”, mas
eles estão os gatos mais fofos que já vi. Carinhosos, felizes e muito à
vontade. Não estranharam a casa e os nossos amigos, e até pras visitas eles
estão receptivos.
Como eles estão exclusivamente dentro de casa, sentimos a
necessidade de tentar “passear” com eles, pra que pudessem andar na gramamas
sempre sob controle. Compramos na Dollarama (uma loja tipo 1,99 daqui) um
peitoral e guia para gatos, por mais ou menos 3 dólares. A Faísca adorou e saiu pelo deck do quintal do
fundo como se fosse um cachorro. O Mingau se sentiu preso com o peitoral e
ficou muito assustado, então não conseguimos passear com ele ainda, mas vamos
tentando aos poucos e se der certo mostro aqui depois pra vocês.
Além disso, aqui os animais devem ser registrados e é muito
simples de se fazer isso. No site da prefeitura é possível preencher todos os
dados (e atualizar quando necessário) e até agendar para colocação de chip de
identificação. Eles já estão registrados, e em breve, colocaremos os chips para
que se eles fugirem e se perderem seja mais fácil a nossa localização e
devolução.
Bom, acho que assim como nós, eles serão muito felizes aqui
e estão se adaptando mais rápido que todos. Continuarei postando as artimanhas
desses bichanos gordos! Meow!
Nota atualizada:
Hoje tomamos um susto! O Junior foi pro passeio com a Faísca na frente da casa
e a vizinha se interessou e veio conversar, perguntar sobre ela. E não é que a
bichinha assustou, escapou da coleira e por pouco não fugiu!? O Junior
conseguiu segurá-la e colocar pra dentro, mas foi um “trupé”. E a vizinha:
Sorry! Sorry! Rsrs. Vamos dar um tempo nos passeios, ir com mais calma (calma
pros gatos e pra gente também).



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